
Após um período prolongado de estiagem, o Governo do Paraná decretou situação de emergência hídrica em todo o estado, diante da redução dos níveis dos rios e dos impactos no abastecimento de água. A decisão também proíbe o uso de água tratada da rede pública para atividades não essenciais. A medida tem validade de seis meses. Veja mais abaixo.
De acordo com o decreto, a providência foi tomada com base no cenário crítico identificado pelo monitoramento hídrico, no qual 69% dos 291 pontos de captação operam fora da normalidade. Dentro desse percentual, 52,58% estão em condição de “rio baixo” e 16,49% enfrentam situação de estiagem.
Além disso, outro fator que pesou na decisão foi a previsão do tempo para o mês de maio, que indica continuidade de condições desfavoráveis, com pouca chuva e temperaturas acima da média, o que pode intensificar a escassez de água.
No que diz respeito ao abastecimento, o decreto autoriza a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e demais concessionárias a adotarem medidas para garantir o fornecimento. Entre as alternativas previstas está a possibilidade de rodízio, caso seja necessário preservar os níveis dos reservatórios.
Em relação às restrições, o texto estabelece a proibição do uso de água tratada para atividades consideradas não essenciais, como:
A lavagem de calçadas, pátios e veículos;
A irrigação de jardins e gramados;
O enchimento de piscinas e outras atividades recreativas de alto consumo.
Por meio de nota, a Sanepar afirmou que a medida é essencial para assegurar o abastecimento da população durante o período de estiagem. Ainda segundo a companhia, as restrições contribuem diretamente para a preservação dos níveis dos reservatórios.o momento, não foi necessário adotar medidas mais rigorosas, como o rodízio no fornecimento.
fonte: g1