
O caso foi registrado no norte do Paraná, e, conforme o Corpo de Bombeiros, a vítima foi identificada como Ailana Borges Caetano.
Por volta das 9h30, segundo a corporação, as chamas tiveram início no sobrado onde a idosa residia, localizado no Jardim Verão. Nos fundos do imóvel, de acordo com a tenente do Corpo de Bombeiros Hanna Yuri, o corpo da vítima acabou sendo localizado.
De acordo com a oficial, o ponto inicial do incêndio pode ter impedido a saída da moradora, deixando-a encurralada na parte dos fundos da residência. Ela teria tentado se proteger em um dos quartos localizados nessa área, mas foi encontrada já sem vida, possivelmente em razão da intoxicação causada pela fumaça.
Durante o combate às chamas, os bombeiros relataram que a contenção do fogo foi considerada complexa devido à grande quantidade de materiais acumulados dentro do imóvel. No interior da casa, havia roupas empilhadas, móveis antigos e materiais de construção, entre outros objetos que acabaram bloqueando a única saída do sobrado.
Em nota oficial, a Prefeitura de Sarandi informou que a idosa era acumuladora e que a situação do imóvel já vinha sendo acompanhada pelo município.
Segundo o comunicado, havia um protocolo registrado na Ouvidoria relatando a presença de animais em situação precária e condições de insalubridade no imóvel, provocadas pelo acúmulo de materiais. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente chegou a realizar diligências no local, porém não conseguiu prosseguir com as verificações devido à falta de autorização para entrar na residência.
Ainda conforme a prefeitura, a Secretaria Municipal de Assistência Social também realizou diversas abordagens técnicas ao longo do tempo, oferecendo orientação, acompanhamento e apoio. No entanto, não houve adesão às medidas propostas, nem autorização para acesso ao interior do imóvel. O município ressaltou ainda que não houve solicitação formal de atendimento por parte da moradora, o que acabou limitando a adoção de ações mais efetivas.
Até o momento, conforme os bombeiros, não é possível afirmar o que provocou o incêndio. O local deverá passar por perícia da Polícia Científica, e um laudo técnico será responsável por apontar as causas do fogo.
Fonte: g1