{"id":1606,"date":"2023-12-06T16:29:40","date_gmt":"2023-12-06T16:29:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fm945apucarana.com.br\/noticias\/?p=1606"},"modified":"2023-12-06T16:36:46","modified_gmt":"2023-12-06T16:36:46","slug":"mais-de-25-milhoes-de-mulheres-nao-trabalharam-para-cuidar-de-parentes-ou-das-tarefas-domesticas-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fm945apucarana.com.br\/noticias\/2023\/12\/06\/mais-de-25-milhoes-de-mulheres-nao-trabalharam-para-cuidar-de-parentes-ou-das-tarefas-domesticas-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Mais de 2,5 milh\u00f5es de mulheres n\u00e3o trabalharam para cuidar de parentes ou das tarefas dom\u00e9sticas, diz IBGE"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mulheres s\u00e3o dois em cada tr\u00eas dos 10,8 milh\u00f5es de jovens brasileiros que n\u00e3o estudavam e nem estavam ocupados em 2022. Situa\u00e7\u00e3o geral \u00e9 pior para pretos e pardos, de renda mais baixa.<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"558\" src=\"https:\/\/www.fm945apucarana.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/fotojet-2023-11-23t061652.003.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1607\" srcset=\"https:\/\/www.fm945apucarana.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/fotojet-2023-11-23t061652.003.webp 1000w, https:\/\/www.fm945apucarana.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/fotojet-2023-11-23t061652.003-600x335.webp 600w, https:\/\/www.fm945apucarana.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/fotojet-2023-11-23t061652.003-300x167.webp 300w, https:\/\/www.fm945apucarana.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/fotojet-2023-11-23t061652.003-768x429.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Foto: William Fortunato\/Pexels<\/p>\n\n\n\n<p>Quase<strong>\u00a07 milh\u00f5es de mulheres<\/strong>\u00a0entre 15 e 29 anos n\u00e3o estudavam e nem estavam ocupadas em 2022. Elas representam nada menos que 63,4% dos\u00a0<strong>mais de 10,8 milh\u00f5es de brasileiros da mesma faixa et\u00e1ria que estavam nesta situa\u00e7\u00e3o no ano passado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o da S\u00edntese de Indicadores Sociais 2023, estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ibge\/\">IBGE<\/a>) divulgado nesta quarta-feira (6).<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa faz uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira em 2023, incluindo mercado de trabalho, indicadores de rendimentos, condi\u00e7\u00f5es de moradia e educa\u00e7\u00e3o. Um dos cortes tra\u00e7a o perfil da popula\u00e7\u00e3o conhecida popularmente como \u201cnem-nem\u201d (nem estuda, nem trabalha).<\/p>\n\n\n\n<p>O instituto, por\u00e9m, prefere a sigla \u201cNeno\u201d para definir os jovens que \u201cn\u00e3o estudam e nem est\u00e3o ocupados\u201d. E, apesar de uma queda de 14,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, consequ\u00eancia de um reaquecimento do mercado de trabalho, o padr\u00e3o demogr\u00e1fico dos Neno continua sem altera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<strong>A ampla maioria \u00e9 feminina, com 4,7 milh\u00f5es de mulheres pretas ou pardas e 2,1 milh\u00f5es de brancas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>E o principal motivo que as tirou do mercado de trabalho foi o cuidado. Mais de\u00a0<strong>2 milh\u00f5es<\/strong>\u00a0disseram que n\u00e3o buscaram trabalho\u00a0<strong>porque precisavam cuidar dos afazeres dom\u00e9sticos ou tomar conta de parentes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outras&nbsp;<strong>553 mil mulheres<\/strong>&nbsp;que procuravam emprego tamb\u00e9m mencionaram esses fatores como impeditivos.&nbsp;<strong>Ao todo, portanto, mais de 2,5 milh\u00f5es de mulheres n\u00e3o trabalharam em 2022 para cuidar de parentes ou de tarefas dom\u00e9sticas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o,&nbsp;<strong>o contingente de homens que sa\u00edram do mercado pelo mesmo motivo e n\u00e3o procuravam emprego foi de 80 mil&nbsp;<\/strong>\u2014 n\u00famero que n\u00e3o representa nem 4% do total de mulheres na mesma situa\u00e7\u00e3o. O principal motivo alegado por eles foram os problemas de sa\u00fade, com 420 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre aqueles\u00a0<strong>que queriam trabalhar, apenas 17 mil mencionaram quest\u00f5es dom\u00e9sticas.<\/strong>\u00a0A alega\u00e7\u00e3o mais recorrente, para 356 mil homens, \u00e9 a de que n\u00e3o havia trabalho na localidade. Entre as mulheres, 484 mil mulheres disseram o mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale mencionar que essa diferencia\u00e7\u00e3o acontece porque os jovens Neno podem estar fora da for\u00e7a de trabalho ou desocupados. J\u00e1 quem procura emprego \u00e9 considerado desocupado pelo IBGE.&nbsp;<strong>Em 2022, 65,9% estavam fora da for\u00e7a de trabalho e 34,1% desocupados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por diferentes motivos \u2014 como estudo, falta de trabalho dispon\u00edvel ou cuidado \u2014 4,7 milh\u00f5es de jovens n\u00e3o procuraram trabalho e nem gostariam de trabalhar, segundo o instituto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veja os n\u00fameros de g\u00eanero e ra\u00e7a:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Entre os jovens de 15 a 29 anos do pa\u00eds,&nbsp;<strong>10,8 milh\u00f5es n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados<\/strong>&nbsp;em 2022;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Um em cada cinco jovens brasileiros<\/strong>&nbsp;desta faixa et\u00e1ria (22,3%) faziam parte do grupo dos Neno;<\/li>\n\n\n\n<li>Do total,&nbsp;<strong>6,9 milh\u00f5es s\u00e3o mulheres e 3,9 milh\u00f5es s\u00e3o homens<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Tamb\u00e9m do total,&nbsp;<strong>7,4 milh\u00f5es s\u00e3o pretos ou pardos (67,6%)<\/strong>&nbsp;e 3,4 milh\u00f5es s\u00e3o brancos (31,5%);<\/li>\n\n\n\n<li>No corte de ra\u00e7a, o maior grupo s\u00e3o as<strong>&nbsp;mulheres pretas ou pardas, com 4,7 milh\u00f5es (43,3%)<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>J\u00e1&nbsp;<strong>o menor grupo s\u00e3o os homens brancos<\/strong>, com 1,2 milh\u00e3o (11,4%);<\/li>\n\n\n\n<li>Mulheres brancas s\u00e3o 2,1 milh\u00f5es (20,1%) e homens pretos ou pardos, 2,6 milh\u00f5es (24,3%);<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Negros e mulheres t\u00eam rendimentos piores<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa do IBGE evidencia tamb\u00e9m dados cl\u00e1ssicos da desigualdade no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>No quesito renda, por exemplo, os profissionais brancos&nbsp;<strong>continuam a ganhar 61,4% a mais por hora trabalhada<\/strong>&nbsp;que pretos e pardos. A m\u00e9trica vale para todos os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o, mas&nbsp;<strong>a m\u00e9dia geral \u00e9 de R$ 20 por hora para brancos e de R$ 12,40 para negros.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE mostra que essa distor\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a pouco se mexeu ao longo dos \u00faltimos 10 anos. Em 2012, a m\u00e9dia de rendimentos de brancos era 69,8% maior que de negros.<\/p>\n\n\n\n<p>Dividido por instru\u00e7\u00e3o, a diferen\u00e7a mais relevante \u00e9 no n\u00edvel mais alto de instru\u00e7\u00e3o, o ensino superior. A diferen\u00e7a chega a 37,6%, sendo R$ 35,30 para brancos versus R$ 25,70 para pretos e pardos.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja abaixo as demais, sempre com rendimento de brancos sendo o maior:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Total:<\/strong>&nbsp;R$ 20 x R$ 12,40<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sem instru\u00e7\u00e3o ou fundamental incompleto:<\/strong>&nbsp;R$ 10,90 x R$ 8,40<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fundamental completo:<\/strong>&nbsp;R$ 11,60 x R$ 9,30<\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00e9dio completo:&nbsp;<\/strong>R$ 14,10 x R$ 11,10<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Superior completo:&nbsp;<\/strong>R$ 35,30 x R$ 25,70<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O IBGE mostra, por fim, que o pa\u00eds prossegue com forte diferencia\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o de atividades de trabalho, que impactam nos sal\u00e1rios. Enquanto brancos s\u00e3o maioria em setores como Informa\u00e7\u00e3o e Servi\u00e7os Financeiros, pretos e pardos s\u00e3o mais numerosos em atividades como Servi\u00e7os Dom\u00e9sticos (66,4%), Constru\u00e7\u00e3o (65,1%) e Agropecu\u00e1ria (62%).<\/p>\n\n\n\n<p>o recorte por g\u00eanero,&nbsp;<strong>a m\u00e9dia de rendimentos de homens \u00e9 14,9% maior que de mulheres.<\/strong>&nbsp;No ensino superior, a rela\u00e7\u00e3o sobe para 43,2% \u2014 diferen\u00e7a ainda mais agressiva que o corte interracial. Al\u00e9m disso,&nbsp;<strong>o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o dos homens alcan\u00e7ou 63,3% e o das mulheres, 46,3%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 qualidade de emprego, os pretos e pardos ficam bem atr\u00e1s dos brancos. As mulheres do grupo comp\u00f5em o maior percentual de informalidade no mercado de trabalho, com 46,8% das profissionais. Os homens negros n\u00e3o ficam t\u00e3o atr\u00e1s, com 46,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o, mulheres brancas na informalidade s\u00e3o 34,5%. Os homens brancos, novamente no menor contingente, s\u00e3o 33,3% informais.<\/p>\n\n\n\n<p>Informais s\u00e3o empregados e trabalhadores dom\u00e9sticos sem carteira assinada, trabalhadores por conta pr\u00f3pria e empregadores que n\u00e3o contribuem para a previd\u00eancia social, al\u00e9m de trabalhadores familiares auxiliares.&nbsp;<strong>Em 2022, 40,9% dos trabalhadores do pa\u00eds estavam em ocupa\u00e7\u00f5es informais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m os dados de subutiliza\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o pessoas desocupadas, subocupadas por insufici\u00eancia de horas ou na for\u00e7a de trabalho potencial \u2014 aqui se encaixam os Neno. E para a taxa composta de subutiliza\u00e7\u00e3o, os \u00edndices tamb\u00e9m mais elevados s\u00e3o para as mulheres e para as pessoas de cor ou ra\u00e7a preta ou parda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres s\u00e3o dois em cada tr\u00eas dos 10,8 milh\u00f5es de jovens brasileiros que n\u00e3o estudavam e nem estavam ocupados em 2022. Situa\u00e7\u00e3o geral \u00e9 pior para pretos e pardos, de renda mais baixa. Foto: William Fortunato\/Pexels Quase\u00a07 milh\u00f5es de mulheres\u00a0entre 15 e 29 anos n\u00e3o estudavam e nem estavam ocupadas em 2022. 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